
A gestação é um momento especial, mas nem todas as gravidezes seguem o mesmo curso. Algumas mulheres precisam de atenção extra devido a fatores que aumentam os riscos para a mãe, o bebê ou ambos. Essas situações são chamadas de gestação de alto risco.
Quando a gestação é considerada de alto risco?
Uma gestação é classificada como de alto risco quando existem condições que podem complicar o desenvolvimento da gravidez ou a saúde da mãe e do bebê.
Entre os fatores mais comuns, destacam-se:
- Doenças maternas pré-existentes: diabetes, hipertensão, doenças cardíacas ou renais.
- Idade materna: gestantes com menos de 17 anos ou acima de 35 anos podem ter maior risco de complicações.
- Gravidezes múltiplas: gêmeos ou mais aumentam a chance de parto prematuro e complicações.
- Histórico obstétrico: abortos espontâneos, partos prematuros, pré-eclâmpsia ou cesarianas anteriores podem interferir na gestação atual.
- Alterações durante a gestação: anemia grave, infecções, diabetes gestacional, hipertensão induzida pela gravidez e pré-eclâmpsia.
Por que o acompanhamento especializado é essencial?
Gestantes de alto risco precisam de monitoramento frequente, exames laboratoriais e de imagem mais detalhados, além de orientações específicas sobre alimentação, atividade física e medicamentos seguros. O acompanhamento especializado aumenta a chance de detecção precoce de problemas e melhora os resultados para mãe e bebê.
Sinais de alerta que merecem atenção
Se você notar sangramentos, dor intensa, inchaço, pressão alta, alterações na movimentação do bebê ou febre, procure atendimento imediatamente. Detectar complicações cedo pode salvar vidas.
Todas as gestantes devem ter acompanhamento pré-natal, mas aquelas com fatores de risco precisam de atenção redobrada. Consultar um obstetra é essencial para garantir uma gestação saudável e segura.
Dra. Natália Saretta
Ginecologista & Obstetra
CRM SC 37362 | RQE 25378
CRM PR 56258 | RQE 35083
(O conteúdo e as informações dos posts têm caráter informativo e educacional. Não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico)